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Quando a pílula anticoncepcional pode ser um problema?

19/02/2018

A pílula anticoncepcional é largamente difundida pelo mundo e atingiu seu ponto mais alto com a combinação de dois hormônios em níveis baixíssimos: o estrógeno e o progestágeno. Mas, como todo medicamento, ela também possui efeitos colaterais. Por isso, hábitos de vida, condições de saúde e histórico familiar são fatores decisivos na hora de seu médico lhe prescrever ou não o uso desse método anticoncepcional. Confira, então, em quais casos a pílula anticoncepcional é contraindicada.

1. Tabagismo
A associação da pílula com o cigarro, especialmente por mulheres acima de 35 anos, eleva muito o risco de doenças cardiovasculares. Isso acontece porque a pílula anticoncepcional, por si mesma, favorece a coagulação do sangue. Já o cigarro, afeta diversas funções do sistema vascular arterial devido às suas substâncias tóxicas, que favorecem o acúmulo de placas de gordura e colesterol nas artérias. Sendo assim, a combinação de “cigarro + pílula” pode levar a um AVC, infarto ou trombose.

2. Hipertensão
A hipertensão é uma doença que só apresenta sintomas quando está em um estágio muito avançado. Por esse motivo, antes de ser recomendado o uso da pílula anticoncepcional, a mulher deve ter sua pressão aferida. No caso de mulheres hipertensas, existe um risco elevado de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Isso ocorre porque o coração fica hipertrofiado devido ao grande esforço para bombear o sangue nas artérias e, com o tempo, as artérias perdem a elasticidade, o que favorece o seu entupimento e rompimento. Unindo isso ao uso da pílula, existem grandes chances de ocorrer um AVC ou outros problemas nos vasos sanguíneos.

3. Trombose
Essa doença é decorrente de três fatores principais: lesões nos vasos sanguíneos, pré-disposição para formar coágulos e a diminuição da velocidade da circulação. O trombo normalmente se forma em uma das veias da perna, mas ele pode se desprender e subir para os pulmões, causando uma embolia pulmonar. Por essas razões, a pílula não pode ser utilizada por aquelas mulheres que já sofreram o problema ou apresentam histórico familiar de trombose, visto que a pílula favorece a formação de coágulos.

4. Lúpus
O lúpus é uma doença autoimune extremamente complexa que afeta, além de outras coisas, os vasos sanguíneos. Por estar relacionada com os anticorpos que favorecem a coagulação sanguínea, usar a pílula quando se tem lúpus pode acarretar na formação de trombos. Assim, o risco de AVC, infarto e trombose aumentam muito, sendo esse método anticoncepcional contraindicado nesse caso.

5. Obesidade
Uma mulher com obesidade tem maior risco de sofrer complicações cardíacas e problemas como colesterol alto e hipertensão. O tecido adiposo em excesso produz mais de 15 substâncias que interferem no funcionamento normal do organismo, incluindo nos níveis hormonais. Sendo assim, os casos de mulheres obesas que irão usar pílula devem ser avaliados individualmente. Em alguns deles, apenas a exclusão do estrogênio na pílula é o suficiente, visto que ele é o que exerce maior influência na coagulação do sangue.

6. Doenças hepáticas
Em geral, as medicações via oral são metabolizadas no fígado. Por conta disso, mulheres que apresentam lesões hepáticas, como hepatite e cirrose, não devem fazer o uso da pílula anticoncepcional para não sobrecarregar o fígado. Além disso, no caso dessas mulheres com esse tipo de problema de metabolização, os hormônios ingeridos podem ser mal processados. Isso pode acarretar em irregularidades menstruais e hormonais no corpo, o que culmina em irregularidades menstruais.

7. Tumores hormônio-dependentes
Alguns cânceres, como o câncer de mama, têm receptores hormonais. Isso significa que eles são hormônio-sensíveis e podem ser estimulados de acordo com os níveis hormonais no organismo. Com isso, indicar o uso de pílula anticoncepcional nesses casos pode agravar a situação do tumor. Como tumores costumam apresentar sintomas apenas em estágios avançados, exames de detecção e preventivos são fundamentais para não deixar que a doença se agrave.

8. Varizes
As varizes, por si mesmas, já indicam que a mulher tem problemas com sua circulação sanguínea. Se elas estiverem dilatadas e deformadas, de tal forma que o sangue não consegue seguir seu curso normal, favorecem a formação de coágulos nas veias. Portanto, é importante que durante a consulta, o médico avalie se as varizes são um problema isolado ou se estão associadas a outros fatores de risco para problemas cardiovasculares. Se sim, o uso da pílula pode não ser indicado.



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