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Paternidade responsável: como criar vínculos afetivos com seu bebê

13/07/2018

Nem sempre a afetividade entre pai e bebê é algo natural, não é verdade?

Os homens, em geral, são mais racionais e tendem a ter uma maior dificuldade na expressão dos seus sentimentos e na criação de laços afetivos.

 

Ao se perceberem como pais, tendem a desenvolver um estresse pela necessidade de reorganização dos horários, da vida conjugal, da estrutura familiar, mudanças na vida pessoal, ou até mesmo em sua percepção como pai e todas as demandas emocionais que estas mudanças geram. Além disso, o homem sente que o vínculo entre a mãe e o bebê acontece de forma mais rápida, e isso se dá por causa da gestação, do parto e da amamentação, que são todas experiências exclusivas da mãe.

 

Os pais sentem que para estabelecer um vínculo com o bebê, será mais demorado e que acontecerá de forma mais gradual e contínua, pela construção de momentos de muita intimidade e amor. Saiba que o vínculo do pai é tão importante quanto o da mãe, o comprometimento e a dedicação ajudam a vencer a insegurança que vem com a fragilidade de um recém-nascido. Lembre-se que o amor é um vínculo emocional construído a cada dia, e vivenciar as evoluções do bebê pode significar momentos de prazer.

 

Algumas ações podem ser feitas durante a gravidez para que o pai sinta-se mais presente, como participar dos exames, das ultrassonografias, do período de pré-natal, acariciar a barriga e conversar com seu bebê e cuidar da grávida. Os hormônios da futura mamãe estarão potencializados, ela se sentirá mais frágil, mais cansada e quando se sentir feliz, essa tranquilidade afetará de forma positiva o bebê, que está literalmente ligado a ela. Procure livros que ajudem a entender a rotina diária de um recém-nascido e a evolução por períodos de crescimento.

 

Mas, preste atenção nessa mudança: antes do parto, ser pai significa estar com a mãe e o “bebê imaginário” (em forma de barriga), afinal, os pais só podem vivenciar o que realmente irá acontecer quando o bebê nascer. Assim que o bebê nasce, ele torna-se real e concreto, transformando o parto em um rito de passagem entre imaginário e o real. O parto é um momento único e muito significativo, e o homem que vivenciar/assistir, pode encorajar-se em uma paternidade muito mais participativa. A participação do pai no parto é considerada “o despertar da paternidade”, por isso, é importante vencer os medos dessa hora e aproveitar essa experiência.

 

Entenda que “nem tudo são flores”, as privações após o parto são muitas, como a adaptação do sono interrompido, o aumento das responsabilidades, as incertezas e inseguranças, bem como a vivência de sentimentos contraditórios, como a felicidade e medo juntos, por exemplo. Para o pai, a sua independência nas decisões passa a ser pautada “pelo bebê”, ou em função das necessidades do bebê, um bom exemplo é a hora de acordar nos finais de semana, você não acorda mais na hora que quiser, você acorda na hora que o bebê acordar. Procure dividir suas experiências com algum amigo que é pai, mas lembrando que cada casal e cada bebê tem suas particularidades.

 

Outro relato muito comum entre os novos pais é o fato de se sentirem excluídos nos primeiros meses de vida do bebê, principalmente em função da amamentação. Então, quando possível procure estar presente, leve um copo de água para a mãe, anote o tempo da mamada e qual o peito que a criança mamou. Você pode levar seu bebê para tomar banho de sol em seu colo, cinco minutos pela manhã antes de ir trabalhar ou levar para um passeio mais tarde, após a chegada do trabalho. Segurá-lo no colo (tomando cuidado com o correto apoio da cabecinha do bebê), dar banho, trocar fraldas (aproveite este momento para tocar na barriguinha e acariciá-la, toque nos pés e faça cócegas), fazer uma massagem relaxante ou uma massagem para amenizar as cólicas, conversar com o bebê, ler histórias e cantar (sua voz pode acalmá-lo), são algumas ações que ajudam a estabelecer esse vínculo entre o pai e o filho; assim, o bebê perceberá que pode contar com o pai também, estreitando essa relação de proximidade com a figura paterna.

 

Procure estar presente nas consultas ao pediatra, acompanhe os avanços físicos e emocionais do seu filho e as mudanças na alimentação, se seu bebê não estiver mamando no peito, divida essa tarefa também.

 

Após os três primeiros meses do seu filho, tome banho junto ao bebê, brinque bastante, faça caretas, dê risadas, conte histórias, cante, acalme seu bebê quando este estiver chorando. Se alguma situação parecer desafiadora ou cansativa lembre-se: ninguém nasce pai! O homem aprende a ser pai e para isso é preciso preparar-se desde o planejamento da gravidez.

 

Em um dos vídeos de Stephanie Scarpin, “O pai na gravidez”, a experiente profissional em cuidados com bebês deixa 10 dicas importantes para os pais, que descrevemos abaixo (se preferir, assista o vídeo na íntegra, no YouTube):

 


1) Participe da escolha da equipe de saúde: O obstetra e pediatra de sua confiança te deixarão mais tranquilo.

2) Acompanhe a sua mulher em todas as consultas e exames: mesmo que ela diga que não precisa.

3) Faça um curso de preparação para casais grávidos: aprenda e treine.

 

4) Desenvolva sua vida sexual: se a frequência de sexo diminuir é normal, procure estimular a futura mamãe de formas criativas.

 

5) Tenha muita paciência: a mulher fica muito sensível e precisa de proteção, carinho e confiança.

6) Estabeleça um contato com seu filho: a partir de 25 semanas, converse com seu filho na barriga da mãe, ele aprenderá a reconhecer sua voz.

7) Procure informar-se: leia sobre todos os assuntos ligados à gestação e acompanhe as referências que sua esposa está lendo.

8) Participe do enxoval: escolha os móveis e a decoração do quarto do bebê, compre roupinhas que você gosta, curta esse momento e aproveite para ter momentos agradáveis com sua esposa.

9) Ajude a cuidar da alimentação da sua esposa: compre alimentos saudáveis como frutas e verduras, mas não critique caso ela queira comer algo que esteja com vontade, dê apoio sem exagerar nas cobranças.

10) Faça a sua mala para a maternidade: se possível, fique com ela na maternidade, durma e acompanhe seu bebê, dê apoio e aprenda o que ela vai aprender.

 

Respeite o relacionamento e o vínculo que você tem com sua mulher e seu filho. Aumentando a convivência com o bebê, o carinho, o cuidado e o contato físico, você terá uma maior intimidade, fundamental para desenvolver um vínculo gradativo e progressivo com seu filho. Lembre-se que isso irá aumentar a sensação de segurança percebida pelo bebê, afinal, carinho e afeto são fundamentais para o desenvolvimento emocional, social e intelectual de qualquer criança. E ainda, para desenvolver sua personalidade é preciso uma boa dose de amor e compreensão, pois estudos já comprovaram que as crianças com ausência de amor, compreensão, afeto, carinho materno e paterno tiveram seu desenvolvimento do aprendizado da linguagem afetados. 


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